Corra para o sucesso: A incrível trajetória das startups velozes e furiosas


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Corra para o sucesso: A incrível trajetória das startups velozes e furiosas

Nos últimos anos, o cenário das startups tem sido cada vez mais movimentado e competitivo. Novas empresas surgem a todo momento, trazendo inovação e tecnologia para diversos setores da economia. Mas, entre tantas startups, algumas se destacam por sua capacidade de crescer e se tornar grandes empresas em um curto espaço de tempo. São as chamadas startups velozes e furiosas.

Mas o que define uma startup veloz e furiosa? De acordo com o livro “Blitzscaling: O Caminho Rápido e Louco para Crescer e Dominar o Mercado”, de Reid Hoffman e Chris Yeh, são aquelas empresas que conseguem crescer de forma acelerada e dominar o mercado antes mesmo de terem um modelo de negócio totalmente definido. São empresas que apostam na velocidade e na escala para alcançar o sucesso.

E, ao contrário do que se possa pensar, essa estratégia tem dado certo para muitas startups. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela ScaleUp Report, em parceria com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), as empresas que apostaram em crescimento acelerado tiveram um aumento de 30% em suas receitas, enquanto as demais tiveram um crescimento de apenas 13%.

Mas como essas startups conseguem crescer tão rapidamente? A resposta está em uma combinação de fatores, que vão desde uma boa ideia até uma gestão estratégica e investimentos certeiros.

Em primeiro lugar, é preciso ter uma ideia inovadora e que resolva um problema real do mercado. Não adianta apostar em um modelo de negócio que já está saturado ou que não traga algo realmente novo e relevante para o público. É preciso pensar fora da caixa e ter coragem para arriscar.

Além disso, uma startup veloz e furiosa precisa ter uma gestão ágil e flexível. A ideia é testar e validar o produto ou serviço o mais rápido possível, e ir ajustando conforme o feedback dos clientes. Não há espaço para processos burocráticos e lentos. A tomada de decisão deve ser rápida e baseada em dados e resultados.

Outro aspecto importante é o investimento. Para crescer de forma acelerada, é necessário ter recursos financeiros. E, nesse sentido, as startups velozes e furiosas têm uma grande vantagem: o interesse dos investidores. Essas empresas chamam a atenção de fundos de investimento e de grandes empresas que buscam novas ideias e tecnologias para se manterem competitivas no mercado. É o famoso “ganha-ganha”, onde tanto a startup quanto o investidor saem ganhando.

Mas, apesar de todas essas vantagens, a trajetória das startups velozes e furiosas não é fácil. É preciso ter uma equipe dedicada e preparada para enfrentar os desafios que surgem no caminho. Além disso, é necessário lidar com a pressão e a expectativa de resultados rápidos e expressivos.

Um exemplo de sucesso nesse modelo é a startup chilena Cornershop. Fundada em 2015, a empresa oferece um serviço de entrega de compras de supermercado feitas através de aplicativo. Em 2018, a startup foi adquirida pelo gigante norte-americano Walmart por 225 milhões de dólares. Em apenas três anos, a Cornershop conseguiu se expandir para sete países da América Latina e conquistar 1 milhão de usuários. Um crescimento impressionante e que mostra o potencial das startups velozes e furiosas.

Outro exemplo é a brasileira Nubank. Fundada em 2013, a fintech revolucionou o mercado de serviços financeiros ao oferecer um cartão de crédito sem anuidade e uma conta digital sem taxas. Com uma estratégia de crescimento acelerado, a Nubank conquistou mais de 20 milhões de clientes e se tornou um unicórnio, ou seja, uma startup avaliada em mais de 1 bilhão de dólares. Em 2020, a empresa foi considerada a startup mais valiosa da América Latina, com um valor de mercado de 10 bilhões de dólares.

Mas nem todas as startups velozes e furiosas seguem o mesmo caminho. Alguns casos de sucesso acabam se transformando em grandes fracassos. Um exemplo é o da empresa Jawbone, que produzia pulseiras inteligentes para monitoramento de atividades físicas. Em 2016, a startup foi avaliada em 3 bilhões de dólares, mas acabou falindo em 2017 devido a problemas de gestão e concorrência acirrada.

Portanto, é importante ressaltar que o modelo de crescimento acelerado não é garantia de sucesso. É preciso ter uma visão estratégica e uma equipe preparada para enfrentar os desafios e se adaptar às mudanças do mercado.

Mas, apesar dos riscos, não há dúvidas de que as startups velozes e furiosas têm um papel fundamental no cenário empreendedor atual. Essas empresas trazem inovação e movimentam a economia, criando novas oportunidades e desafiando as grandes corporações. E, com a tecnologia avançando cada vez mais rápido, é possível que vejamos cada vez mais startups seguindo esse modelo de crescimento acelerado e alcançando o tão sonhado sucesso em um curto espaço de tempo.

Referência:
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