O mercado de tecnologia está sempre em constante evolução e, nos últimos anos, tem sido palco de grandes IPOs (ofertas públicas iniciais) de empresas inovadoras. E, recentemente, a Figma, uma plataforma de design colaborativo, entrou para essa lista de sucesso ao se tornar pública na bolsa de valores. Mas o que isso tem a ver com a advogada Lina Khan e sua luta pela regulamentação de fusões e aquisições no mundo da tecnologia?
Em um artigo publicado no TechCrunch em agosto de 2025, Khan apontou a abertura de capital da Figma como uma vitória para a sua batalha contra a falta de escrutínio nas transações de fusões e aquisições no setor de tecnologia. Para entender melhor essa conexão, vamos dar um passo atrás e entender o contexto dessa luta.
Lina Khan é uma advogada e professora de direito que se tornou famosa por sua tese de doutorado na Universidade de Yale, na qual ela argumenta que a Amazon tem um monopólio no mercado de comércio eletrônico e que a regulamentação antitruste não está sendo aplicada de forma adequada. Sua pesquisa e argumentação chamaram a atenção de parlamentares e da mídia, abrindo caminho para ela se tornar a mais jovem comissária da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) em 2023.
Desde então, Khan tem sido uma voz ativa na luta pela regulamentação de fusões e aquisições no setor de tecnologia, argumentando que essas transações podem ser prejudiciais para a concorrência e, consequentemente, para os consumidores. E é nesse contexto que a abertura de capital da Figma se torna um marco importante.
A Figma foi fundada em 2012 e oferece uma plataforma de design colaborativo que permite que equipes trabalhem juntas em tempo real, de forma eficiente e intuitiva. Em 2025, a empresa decidiu abrir seu capital na bolsa de valores, tornando-se pública e permitindo que investidores comprassem ações da empresa. E essa decisão foi recebida com entusiasmo pelo mercado, já que a Figma foi avaliada em mais de US$ 10 bilhões no seu primeiro dia de negociação.
Mas por que o sucesso da Figma é uma vitória para os consumidores e uma confirmação da luta de Khan? A resposta está em como a empresa se tornou pública. Ao invés de seguir o caminho tradicional de fusões e aquisições, a Figma optou por uma abertura de capital direta, ou seja, sem a intermediação de bancos de investimento.
Isso significa que a empresa teve mais controle sobre o processo de abertura de capital e, consequentemente, sobre seu valor de mercado. Além disso, a ausência de bancos de investimento também significa que não houve uma grande fusão ou aquisição envolvida, o que poderia prejudicar a concorrência no mercado de design colaborativo.
Ao optar por uma abertura de capital direta, a Figma garantiu que sua empresa permanecesse independente e que não houvesse uma concentração de poder no mercado de design colaborativo. E, como apontado por Khan, isso é uma grande vitória para os consumidores, que terão mais opções de plataformas e não serão prejudicados por uma possível falta de concorrência.
Além disso, a abertura de capital direta também é uma prova de que é possível alcançar sucesso sem precisar recorrer a grandes fusões e aquisições. Essa escolha da Figma também pode servir de exemplo para outras empresas do setor de tecnologia, mostrando que é possível crescer e se tornar uma empresa pública sem precisar ser adquirida por gigantes do mercado.
Outro ponto importante a ser destacado é que, ao se tornar pública, a Figma também se torna mais transparente e responsável perante seus investidores e consumidores. Isso porque, ao ser listada na bolsa de valores, a empresa precisa cumprir normas e regulamentações, além de divulgar relatórios financeiros e prestar contas aos seus acionistas.
Com isso, os consumidores podem ter mais confiança na empresa e em seus produtos, já que terão acesso a informações mais detalhadas sobre as finanças e operações da Figma. E essa transparência também é importante para garantir que a empresa seja responsável em suas práticas e decisões, sem prejudicar os consumidores.
Em resumo, a abertura de capital da Figma é uma vitória não apenas para a empresa e seus investidores, mas também para os consumidores e para a luta de Khan pela regulamentação de fusões e aquisições no setor de tecnologia. E, mais do que isso, é um exemplo de que é possível alcançar sucesso e crescimento sem precisar recorrer a práticas que possam prejudicar a concorrência e, consequentemente, os consumidores.
Esse marco na história da Figma também serve como um lembrete de que o mercado de tecnologia está em constante evolução e que é preciso estar atento às práticas das empresas. A abertura de capital direta da Figma pode ser apenas o começo de uma nova tendência no mundo dos IPOs, mostrando que é possível ser bem-sucedido e inovador sem precisar seguir os padrões estabelecidos.
E, como consumidores, podemos nos sentir mais confiantes e esperançosos com essa mudança no mercado de tecnologia, sabendo que empresas como a Figma estão dispostas a crescer de forma responsável e transparente. E, com a luta de Lina Khan, podemos esperar que mais empresas sigam esse caminho, garantindo um mercado mais justo e competitivo para todos.
Referência:
Clique aqui
