E-tatuagens poderiam tornar os EEGs móveis uma realidade.


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Nos últimos anos, a inovação em eletrônica portátil para monitoramento de saúde tem avançado de forma impressionante. Um exemplo recente é o desenvolvimento de eletrodos impressos em 3D, também conhecidos como e-tattoo, que facilitam a medição de ondas cerebrais, mesmo em pessoas com cabelo. Essa tecnologia, criada por cientistas da Universidade do Texas em Austin, promete transformar o manuseio tradicional de eletroencefalogramas (EEGs).

As eletrônicas epidérmicas, que se fixam à pele como tatuagens temporárias, existem há mais de uma década. No entanto, elas enfrentavam desafios em superfícies curvas ou peludas, dificultando o monitoramento. Agora, com a nova pesquisa publicada na revista Cell Biomaterials, a situação mudou. Graças a tintas condutoras especiais, é possível imprimir diretamente no couro cabeludo, possibilitando a medição de atividades cerebrais sem a necessidade de desconfortáveis capacetes ou gel condutor que seca rapidamente.

O EEG é uma ferramenta amplamente utilizada e não invasiva para registrar a atividade elétrica do cérebro, essencial para diagnosticar condições como epilepsia, distúrbios do sono e lesões cerebrais. Além disso, ele desempenha um papel fundamental na pesquisa em neurociência, especialmente no desenvolvimento de interfaces cérebro-computador (BCIs). O processo tradicional de aplicação de eletrodos pode ser demorado e complexo, uma vez que cada paciente possui uma forma de cabeça única, exigindo um mapeamento cuidadoso.

Os e-tattoos, por outro lado, são leves e quase imperceptíveis. Eles se fixam à pele sem adesivos, o que não apenas elimina o desconforto, mas também permite a medição de uma variedade de dados, como batimentos cardíacos, contrações musculares e níveis de estresse, com polímeros ultra-finos que contêm elementos de circuito. Essa tecnologia pode, por exemplo, capturar ondas alfa pelo queixo, fornecendo uma visão valiosa da atividade cerebral.

A possibilidade de realizar monitoramento móvel de EEG fora de ambientes clínicos abre um leque de novas aplicações. Imagine poder registrar a atividade cerebral durante um treino, uma meditação ou até mesmo enquanto se descansa em casa. Essa abordagem não só tornará o monitoramento mais acessível, mas também mais prático para o dia a dia.

À medida que essa tecnologia avança, podemos esperar um futuro em que o acompanhamento da saúde cerebral se torne uma parte rotineira da nossa vida, democratizando o acesso a informações valiosas sobre nosso próprio corpo. Se a tendência continuar, as e-tattoo poderão mudar não apenas a medicina, mas também a forma como entendemos e interagimos com a eletrônica em nosso cotidiano.

Redação Confraria Tech.

Referências:
E-tattoos could make mobile EEGs a reality


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admin