A situação se complica ainda mais quando a agência chinesa aponta o dedo para os EUA, afirmando que é o país norte-americano que utiliza “forças de guerra cibernética” para invadir redes e realizar atividades de espionagem. Um dos pontos polêmicos mencionados foi o uso de uma ferramenta chamada “Marble”, que, segundo a China, pode inserir códigos em idiomas como chinês e russo para incriminar esses países por atividades que, na verdade, seriam de origem americana.
Volt Typhoon foi mencionado pela primeira vez em um relatório da Microsoft e da Agência de Segurança Nacional (NSA) em maio de 2023. Na ocasião, as agências afirmaram que o grupo havia instalado malware de vigilância em sistemas “críticos” na ilha de Guam e em outras partes dos Estados Unidos, mantendo acesso a esses sistemas por pelo menos cinco anos. Em fevereiro deste ano, a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA), a NSA e o FBI emitiram um alerta para organizações de infraestrutura crítica, informando que atores cibernéticos patrocinados pelo estado da China estavam se posicionando em redes de TI para possíveis ataques cibernéticos disruptivos ou destrutivos.
As agências dos EUA relataram que o Volt Typhoon havia conseguido infiltrar o Departamento de Energia, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, além de várias agências governamentais na Austrália, Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia. O comportamento do Volt Typhoon é notavelmente diferente de outros grupos de ciberataques e espionagem; até o momento, eles não utilizaram o malware instalado para atacar seus alvos. Em vez disso, o grupo parece estar se “preparando” para interromper funções de infraestrutura crítica quando desejar, uma estratégia que o governo dos EUA acredita estar relacionada a potenciais tensões geopolíticas ou conflitos militares.
Esses eventos destacam a crescente complexidade das relações cibernéticas internacionais e a importância de uma postura vigilante em relação à segurança das infraestruturas críticas. À medida que as tecnologias avançam, as ameaças cibernéticas se tornam mais sofisticadas, tornando essencial a colaboração entre países e organizações para proteger dados e sistemas vitais.
Redação Confraria Tech.
Referências:
China calls allegations that it infiltrated US critical infrastructure a ‘political farce’