A moda tem sido um dos setores mais afetados pelas constantes mudanças na era digital. Com o avanço da tecnologia e o surgimento das redes sociais, a forma como as marcas se comunicam e se conectam com seu público mudou drasticamente. Mas será que as métricas tradicionais, como número de seguidores e curtidas, ainda são relevantes para o sucesso de uma marca de moda?
De acordo com um estudo realizado pela empresa de consultoria McKinsey, 57% dos consumidores afirmam que as marcas precisam ter um propósito além de apenas vender produtos. E com a ascensão do consumo consciente e da busca por marcas que se posicionem e tenham valores alinhados com os do consumidor, as métricas de vaidade já não são mais suficientes para medir o sucesso de uma marca.
Mas o que são métricas de vaidade? São aquelas que medem apenas a popularidade de uma marca, como número de seguidores, likes, compartilhamentos e comentários nas redes sociais. Apesar de serem importantes para gerar visibilidade e engajamento, essas métricas não refletem necessariamente o impacto real de uma marca na vida das pessoas.
É aí que entra a necessidade de uma nova abordagem no mundo da moda. Uma que vá além das métricas vazias e se conecte com o público de forma mais profunda e significativa. E isso só é possível quando as marcas deixam de lado o foco no lucro e passam a se preocupar com seu propósito e impacto na sociedade.
Um exemplo de marca que está abraçando essa nova era de conexão e propósito é a Patagonia. A empresa de roupas outdoor foi pioneira em adotar práticas sustentáveis e éticas em sua produção, além de doar 1% de suas vendas para causas ambientais. Com isso, a marca criou uma conexão forte com seu público, que se identifica com seus valores e se tornou fiel à marca, mesmo com preços mais elevados.
Outro exemplo é a Nike, que abraçou a diversidade e a inclusão em sua comunicação e produtos. A marca lançou campanhas que celebram a diversidade e o empoderamento feminino, como a “Dream Crazier”, que foi um sucesso nas redes sociais e gerou um grande impacto positivo na imagem da marca.
Mas não é só nas grandes marcas que essa mudança está acontecendo. Pequenas marcas independentes também estão se destacando ao adotar uma abordagem mais autêntica e conectada com seu público. É o caso da marca brasileira Insecta Shoes, que produz calçados sustentáveis a partir de materiais reciclados e tem como propósito promover um consumo mais consciente.
Além disso, as métricas tradicionais também estão se tornando menos relevantes devido às constantes mudanças nos algoritmos das redes sociais. Com o aumento do número de usuários e marcas nas plataformas, é cada vez mais difícil alcançar um grande número de seguidores e likes de forma orgânica. Isso faz com que as marcas precisem investir cada vez mais em publicidade para alcançar seu público-alvo, o que pode não ser viável para marcas menores.
Portanto, é essencial que as marcas de moda comecem a olhar além das métricas de vaidade e se concentrem em construir uma conexão real e significativa com seu público. Isso significa ter um propósito claro e autêntico, adotar práticas sustentáveis e éticas, e se posicionar em questões importantes para a sociedade.
A moda está passando por uma transformação profunda, e as marcas que não se adaptarem a essa nova era de conexão e propósito correm o risco de ficar para trás. É hora de deixar de lado as métricas vazias e abraçar uma abordagem mais autêntica e consciente, que reflita o verdadeiro impacto de uma marca na vida das pessoas. Afinal, o sucesso de uma marca não deve ser medido apenas pelos números, mas sim pelo seu impacto positivo na sociedade.
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