Quem trabalha com comunicação, seja em uma agência, empresa ou assessoria de imprensa, sabe da importância de acompanhar a repercussão de notícias sobre sua marca ou clientes. E para isso, muitas vezes recorremos ao clipping, uma técnica que consiste em monitorar e recortar matérias jornalísticas que mencionam determinada empresa ou assunto. Mas será que o clipping ainda é relevante nos dias atuais? Vamos explorar os prós e contras dessa prática.
Começando pelos prós, o clipping é uma ferramenta que permite às empresas terem uma visão ampla do que está sendo dito sobre elas na mídia. Isso é fundamental para entender como a marca é percebida pelo público e quais pontos precisam ser trabalhados. Além disso, o clipping também pode ser uma fonte de insights para novas estratégias de comunicação e marketing. Afinal, quem melhor para dar ideias do que a própria imprensa?
Outro ponto positivo é que o clipping ajuda a mensurar a efetividade de uma ação de comunicação. Através dele, é possível analisar a quantidade e o tom das matérias publicadas, bem como o alcance e a relevância dos veículos em que foram divulgadas. Com esses dados em mãos, é possível avaliar se o investimento valeu a pena e fazer ajustes para futuras campanhas.
Além disso, o clipping também é importante para identificar possíveis crises de imagem. Ao acompanhar as notícias sobre a marca, é possível detectar rapidamente se algum problema está ganhando proporções maiores e tomar medidas para contorná-lo antes que se torne uma crise. Isso é crucial para preservar a reputação da empresa e evitar danos maiores.
No entanto, nem tudo são flores quando se trata de clipping. Um dos principais contras é o tempo e o esforço necessário para realizar essa atividade. Monitorar e recortar matérias manualmente pode ser um processo demorado e cansativo, principalmente se a marca tiver uma grande quantidade de menções na mídia. Além disso, é necessário ter uma equipe dedicada exclusivamente a essa tarefa, o que pode gerar custos extras para a empresa.
Outro ponto negativo é que o clipping pode ser tendencioso. Como é feito manualmente, existe o risco de algumas matérias passarem despercebidas ou serem ignoradas por questões pessoais dos responsáveis pela atividade. Além disso, o recorte de matérias também pode ser subjetivo, deixando de fora informações importantes ou destacando apenas o que interessa à empresa. Isso pode comprometer a veracidade e a imparcialidade dos dados coletados.
Por fim, vale ressaltar que o clipping não é a única forma de acompanhar a repercussão de uma marca na mídia. Com o avanço da tecnologia, surgiram diversas ferramentas de monitoramento online que automatizam o processo e oferecem relatórios mais precisos e completos. Além disso, as redes sociais também são uma fonte importante de informações sobre a percepção do público em relação à marca.
Portanto, a decisão de adotar ou não o clipping vai depender das necessidades e recursos de cada empresa. Se o objetivo é ter uma visão ampla da presença na mídia e mensurar resultados, essa técnica pode ser uma boa opção. Mas se o foco é ter dados precisos e em tempo real, é preciso considerar outras alternativas. O importante é sempre buscar meios de acompanhar e analisar a repercussão da marca, seja através do clipping ou de outras ferramentas, para garantir uma comunicação efetiva e uma imagem positiva no mercado.
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