TikTok tem mais 75 dias para encontrar um match com Trump: Será que vai rolar?
A novela entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o aplicativo de vídeos curtos TikTok, continua. Na última sexta-feira, 14 de agosto, Trump deu mais 75 dias de prazo para o app encontrar um comprador americano, caso contrário, ele será banido do país. Essa é mais uma reviravolta na história que vem agitando o mundo da tecnologia e levantando questões sobre o futuro das relações comerciais entre os dois países. Até o momento, a empresa chinesa ByteDance, dona do TikTok, tem até o dia 12 de novembro para chegar a um acordo.
Essa decisão foi tomada após uma reunião do Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês), que aprovou a extensão do prazo que havia sido dado anteriormente, até o dia 15 de setembro. Mas, apesar da prorrogação, Trump deixou claro que não pretende mudar sua postura em relação ao aplicativo chinês. Ele ainda afirmou que, se não houver um acordo, o TikTok será banido dos EUA.
Essa situação coloca a empresa em uma posição delicada e incerta. O TikTok é um dos aplicativos mais populares do mundo, com mais de 800 milhões de usuários ativos mensalmente, sendo a maioria jovens entre 16 e 24 anos. Além disso, a empresa emprega cerca de 1.500 pessoas nos EUA e sua receita anual é estimada em US$1 bilhão. Com sua presença ameaçada no mercado americano, o futuro da empresa é incerto e pode gerar prejuízos milionários.
A preocupação de Trump com o TikTok se dá pelo fato de o aplicativo ser chinês. O presidente alega que a empresa pode estar compartilhando dados de usuários com o governo chinês, o que representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Além disso, há o temor de que a plataforma seja utilizada para propaganda e manipulação política, como foi visto nas eleições americanas de 2016.
Essa suspeita ganhou força após a queda do aplicativo de vídeos Vine, criado pelo Twitter, em 2016, e que foi substituído pelo TikTok. O Vine foi acusado de ter sido utilizado pela Rússia para influenciar as eleições americanas, o que pode ter sido um alerta para a administração Trump em relação ao TikTok.
Com isso, o governo americano vem pressionando a empresa chinesa a vender suas operações nos Estados Unidos para uma companhia americana. Entre os interessados estão a Microsoft, a Oracle e a Walmart. A Microsoft é a mais cotada para adquirir o TikTok e já estaria negociando com a ByteDance. Se a compra for concretizada, a empresa pode ganhar ainda mais força no mercado de tecnologia e redes sociais.
Além disso, a aquisição do TikTok também envolve uma questão política importante. O presidente Trump vem utilizando a retórica anti-China como uma de suas bandeiras políticas, principalmente em ano eleitoral. Portanto, banir um aplicativo chinês do país pode ser uma forma de agradar seus eleitores e reforçar sua postura nacionalista.
Mas, apesar da pressão do governo, a ByteDance não parece estar disposta a se desfazer de sua propriedade mais valiosa tão facilmente. A empresa entrou com uma ação judicial contra o governo americano, alegando que a decisão do presidente é inconstitucional e viola os direitos da empresa. Além disso, a ByteDance afirma que nunca compartilhou dados de usuários com o governo chinês e que, se isso acontecer, pode ser considerado um crime na China.
Outro fator que pode complicar a venda do TikTok é a postura da China em relação ao caso. O país já afirmou que não permitirá que a empresa venda seu algoritmo, que é o grande diferencial do aplicativo. Isso pode dificultar a compra por parte de empresas americanas e gerar mais tensão entre os dois países.
Enquanto isso, os usuários do aplicativo continuam preocupados com seu futuro. O TikTok se tornou uma das principais plataformas para a criação e compartilhamento de conteúdo, além de ser uma fonte de entretenimento para milhões de pessoas. O banimento do aplicativo deixaria um grande vazio no mercado de redes sociais e poderia gerar uma migração em massa para outras plataformas, como o Instagram e o YouTube.
No entanto, há também aqueles que apoiam a postura do presidente Trump e acreditam que a empresa chinesa representa uma ameaça à segurança nacional e à privacidade dos usuários. É importante lembrar que, em tempos de guerra comercial entre Estados Unidos e China, qualquer ação pode ter grandes consequências econômicas e políticas.
Com isso, podemos concluir que a novela entre Trump e TikTok ainda está longe de acabar. Com mais 75 dias de prazo, a empresa terá que encontrar um comprador americano e contornar as questões políticas e legais que envolvem o caso. Enquanto isso, os usuários do aplicativo seguem na expectativa sobre o futuro da plataforma e do mercado de tecnologia como um todo. Resta agora aguardar para ver o desfecho dessa história e o impacto que ela terá no mundo da tecnologia e nas relações comerciais entre Estados Unidos e China.
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