Tradicionalmente, o medo é visto como uma reação adversa, uma resposta instintiva que nos mantém alertas diante de perigos. No entanto, o ser humano tem uma curiosa tendência a buscar experiências que provocam medo, como filmes de terror, romances assustadores e, claro, casas mal-assombradas. Essa busca por emoções intensas foi nomeada na literatura acadêmica como “medo recreativo”, uma mistura de medo e prazer que muitos parecem apreciar.
O coautor do estudo, Mathias Clasen, da Universidade de Aarhus, é um especialista em medo recreativo e autor do livro “Why Horror Seduces”. Clasen investiga as características de personalidade que predominam entre os fãs de terror, que geralmente se destacam por uma alta abertura a novas experiências, também conhecida como imaginação intelectual. Em uma pesquisa anterior, ele analisou duas estratégias diferentes de regulação do medo em participantes de uma casa mal-assombrada na Dinamarca: os “adrenaline junkies”, que se entregam ao medo, e os “white-knucklers”, que tentam controlar suas reações.
Essas descobertas nos fazem refletir sobre a complexidade das emoções humanas e como o medo, quando bem dosado, pode ser uma experiência divertida e até benéfica. Portanto, da próxima vez que você se aventurar em uma casa mal-assombrada ou assistir a um filme de terror, lembre-se de que, além da adrenalina, você pode estar contribuindo para a sua saúde de uma maneira surpreendente.
Redação Confraria Tech.
Referências:
Can going to a haunted house boost the immune system?
