Quase três anos após o lançamento, o Webb é um sucesso entre os astrônomos.


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A partir de sua órbita semelhante a um halo, a quase um milhão de milhas da Terra, o Telescópio Espacial James Webb está desvendando os mistérios do universo de uma forma que nossos olhos nunca conseguiram. Recentemente, os astrônomos fizeram uma descoberta impressionante: Webb conseguiu detectar a galáxia mais distante já encontrada, uma mancha borrada de luz vermelha que nos mostra como era o universo apenas 290 milhões de anos após o Big Bang. Essa luz, que viajou por mais de 13 bilhões de anos, revela uma galáxia com uma massa centenas de milhões de vezes maior que a do Sol, que finalmente chegou até o espelho revestido de ouro do telescópio.

Mas as novidades não param por aí. Em julho, os cientistas divulgaram uma imagem impressionante capturada pelo Webb de um planeta que orbita uma estrela um pouco mais fria que o Sol, localizado a quase 12 anos-luz da Terra. Este mundo alienígena é várias vezes mais massivo que Júpiter e se tornou o exoplaneta mais próximo já fotografado diretamente. Para conseguir essa façanha, um dos instrumentos científicos do Webb utiliza um coronógrafo, que bloqueia a luz intensa da estrela, permitindo que o telescópio identifique a tênue assinatura do planeta vizinho e analise sua composição química por meio da espectroscopia.

Essas descobertas não apenas ampliam nosso conhecimento sobre o cosmos, mas também nos fazem refletir sobre a vastidão do universo e nosso lugar nele. O James Webb está nos proporcionando uma visão sem precedentes, revelando segredos que estavam escondidos por bilhões de anos. Cada nova imagem e cada nova descoberta nos aproximam um pouco mais das respostas que buscamos sobre a origem e a evolução do universo.

Redação Confraria Tech.

Referências:
Nearly three years since launch, Webb is a hit among astronomers


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Marcos Baião