A ação judicial, que também inclui a subsidiária americana TuneCore, afirma que a Believe tem plena consciência de que seu modelo de negócios é alimentado por essa pirataria desenfreada. A UMG argumenta que a empresa ignorou o fato de que seu catálogo musical estava repleto de gravações que infringem direitos autorais.
A Believe, que é uma empresa de capital aberto com cerca de 2.020 funcionários em mais de 50 países, reportou uma receita impressionante de 518 milhões de dólares (cerca de 474,1 milhões de euros) apenas no primeiro semestre de 2024. A empresa se apresenta como uma aliada dos artistas independentes, afirmando que sua missão é desenvolver esses talentos e gravadoras no mundo digital.
No entanto, a UMG contesta essa narrativa, alegando que a Believe cresceu de forma dramática e se tornou lucrativa nos últimos anos operando como um centro de distribuição de cópias infratoras das gravações mais populares do mundo. A empresa possui acordos de licenciamento com diversas plataformas online, incluindo TikTok, YouTube, Spotify, Apple Music, Instagram e muitas outras, o que levanta questões sobre a responsabilidade dessas plataformas em relação ao conteúdo que disponibilizam.
Esse caso destaca um dilema crescente na indústria da música: como equilibrar a inovação e o suporte a artistas independentes com a proteção dos direitos autorais e a luta contra a pirataria. À medida que o mundo digital continua a evoluir, será interessante observar como essa disputa se desenrola e quais implicações terá para artistas, gravadoras e plataformas de streaming.
Redação Confraria Tech.
Referências:
Ever heard of “Llady Gaga”? Universal files piracy suit over alleged knockoffs.
