A empresa de deextinção fornece um relatório de progresso sobre os esforços com o tilacino.


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A Colossal, empresa que tem como missão restaurar o mamute na tundra ártica, decidiu expandir seus horizontes e agora também está focando em outras espécies que se extinguiram relativamente recentemente, como o dodô e o tilacino, conhecido como tigre da Tasmânia. Essa escolha se deve a diferenças significativas na biologia dessas espécies, especialmente no tempo de geração dos proboscídeos, o que pode fazer com que os avanços em relação ao tilacino aconteçam mais rapidamente do que os do mamute.

Recentemente, a Colossal divulgou um relatório de progresso sobre o trabalho de ressuscitar o tilacino, que desapareceu quando o último conhecido morreu em um zoológico em 1936. A biologia dos marsupiais apresenta algumas características que podem facilitar o processo de desextinção. No entanto, ainda temos ferramentas menos sofisticadas para manipular essa biologia em comparação com as tecnologias que já desenvolvemos para trabalhar com células-tronco e reprodução de mamíferos placentários. Apesar disso, as novidades anunciadas indicam que a tecnologia disponível para trabalhar com marsupiais está se expandindo rapidamente.

Além de seus esforços para trazer de volta espécies extintas, a Colossal também está se dedicando a evitar que outras espécies precisem de seus serviços no futuro. No caso dos predadores marsupiais, a iniciativa de desextinção inclui um trabalho que beneficiará os predadores marsupiais existentes: a geração de resistência aos venenos encontrados no sapo-cururu, uma espécie invasora que se espalhou amplamente pela Austrália. Essa abordagem não só busca restaurar o equilíbrio ecológico, mas também proteger as espécies que ainda habitam nosso planeta.

Com essas inovações, a Colossal está não apenas sonhando com um mundo onde espécies extintas possam voltar a viver, mas também atuando ativamente para preservar a biodiversidade que ainda temos. O futuro da biotecnologia e da conservação parece promissor, e estamos apenas começando a explorar as possibilidades que a ciência nos oferece.

Redação Confraria Tech.

Referências:
De-extinction company provides a progress report on thylacine efforts


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Marcos Baião